terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Bateu saudade então

 Seria clichê demais eu iniciar com " nossa, 5 anos sem aparecer por aqui, uau!". Na verdade deixei morrer o blog achando que ninguém mais leria. A minha surpresa é perceber que mesmo sem nenhuma postagem houveram 11 visitas. Uma página que está abandonada desde 2019 recebe 11 visitas. Pra mim é fenomenal, sinceramente.

Eu entrei no blog hoje e revi todos os meus textos, todos os livros que li (e já nem me lembrava), alguns sonhos postados, desejos. Teve um que escrevi sobre meu desejo ardente de escrever um livro. O desejo ainda mora aqui dentro. Quietinho ele reside. E lembrei como amava tudo isso. Tirar um tempo para mim, me dedica a dedilhar nesse teclado. Um reencontro comigo mesma mesmo dentro desse mundo mais tecnológico de alguns anos atrás.

Atualizar minha vida? Se você me segue no Instagram, eu tenho um gato, estou casada, moro agora em uma casa e continuo no meu trabalho maravilhoso de enfermeira.

Entretanto eu quero te atualizar sobre o meu trabalho como reikiana e taróloga. É isso mesmo. Continuo alimentando essa chama sagrada de amor e passando adiante tudo o que aprendo. Porque eu amo! Poderiam vocês pensar que eu ja estaria rica, bem desenvolvida, morando e NYC como tantas pessoas sonharam quando a pandemia veio e os cursos online apareceram (principalmente os de marketing digital que nos fizeram acreditar no ganho 7 em 6..ou coisa assim).  

Na verdade, eu me iludi muito achando que estaria em um patamar diferente. Os números vieram saltitantes na minha frente, achei que era apenas criar uma pagina e lançar meus serviços ali e toda a mágica aconteceria. Aham, senta lá Cláudia.

É interessante resumir tantos anos em poucos parágrafos. A verdade mesmo minha gente é mais dura. Foram anos violentos para a enfermagem, foram dias de muito choro, angustia achando que não teria fim. Nunca.

Eu adoeci, achei que não aguentaria chegar até aqui. 

Mas o reiki e o contato com outras pessoas e as terapias integrativas me salvaram. E muito. 

Enfim, não quero gastar tanto minhas palavras nesse texto que é apenas de retorno para onde eu nunca deveria por fim ter saído, Quantas histórias eu teria resguardadas aqui. 

Quantos "vocês" eu poderia ter alcançado.

Quantos livros divididos.

Não importa tudo isso agora. Na verdade sempre é hora de voltar.

E eu voltei. 

Acredite.

Na verdade eu voltei a acreditar que eu posso escrever. Naquele sonho pequeno eu posso confiar e seguir adiante.

Eu voltei.

AH, antes que eu termine: estou lendo " As mulherzinhas" e " Mudando o Hábito de Ser Você Mesmo".

E se você me leu até aqui, por favor, me dê o teu "oi" nos comentarios.

Me deixa saber realmente que você existe.

Pode ser?


domingo, 3 de novembro de 2019

Quero falar sobre mudanças

Não sei quantas pessoas ainda leem um blog. Eu já me fiz essa pergunta trilhões de vezes e acho que ate pra você que ainda me lê também deve pensar (e perguntar). Possivelmente no último post eu devo ter falado exatamente sobre isso. Falei ne? :)
O mais fascinante pra mim em manter o blog, no qual eu venho com pouquíssima frequência, confesso, é que posso escrever do meu laptop, aconchegada na minha mesa do escritório como nos velhos tempos (e bons tempos). Aqueles tempos de filmes e livros (eu sinto muita falta, mas não abandonei..alias...rapidamente falando ontem eu assisti O Cabo do Medo).
Eu sempre tive grandes sonhos de me tornar uma bela e grandiosa escritora. Na minha juventude escrevi muitos poemas, livros românticos. Eu lia muito. Vivia o drama, a risada o suspense (coleção vaga lume, lembram?).
Hoje eu sou apenas (e muito) enfermeira, naturopata e tenho um diário, um blog e o meu Instagram profissional onde posso escrever o que desejo passar pra vocês. O que desejo guardar pra sempre.
Eu tenho uma conta no Instagram (@reikiamoreluz pra quem quiser espiar) e me ajuda muito poder escrever e reorganizar meus sentimentos. Sei que ajuda muito mais a mim do que a quem verdadeiramente lê, mas se te ajudar eu fico enormemente feliz com isso!
Eu estou iniciando uma nova fase na minha vida profissional, com muitos desafios (e não é de maneira nenhuma ruim, é estimulante!) e estou muito mergulhada em fazer dar certo (já deu!). Devagarinho a coisa vai crescendo e tomando a forma que eu quero. Talvez eu tenha que registrar isso para mim mesma para que eu não desista dos meus planos maravilhosos 
Só sei que 2019 veio pra virar a minha vida de cabeça para baixo. A empresa para a qual trabalho ruiu vai ser extinta daqui mais na frente (alguém aí já escutou falar sobre o Instituto Municipal Estrategia Saúde da Família - IMESF?). E vocês querem saber o maravilhoso? Eu estou tranquila! Poderia estar agora em prantos (estive quando soube da noticia e chorei por 5 dias seguidos), mas agora estou tao focada naquilo que eu preciso fazer que chorar me tira o tempo que eu preciso para planejar. Interessante esse meu ponto de vista vocês não acham?
A vida nos faz mudar meio que na marra às vezes. Você pode escolher sobre quais mudanças quer fazer (emagrecer, casar, separar, ter filhos), mas as vezes ela vem arrebatando tudo que passar pela frente e o que se faz? Chora-se, levanta-se e se reconstrói! E em versão muito melhorada!!!!
Estou aqui para falar sobre essas mudanças muito malucas que acontecem (eu jamais achei que fosse passar por isso, mas a Vida é aquela tal caixinha de surpresas). Eu estou aqui enfrentando meus temores enquanto digito essas frases.
Na verdade precisava somente escrever para que meu cérebro registre tudo o que quero pra mim e que tudo que sonho vai acontecer.
Logo mais ali na frente eu venho de novo e conto o quão eu estou realizada com meu presente que ainda é um lindo futuro próspero.
É meter a mão na massa!
Vamos lá!

Pra quem quiser acompanhar
Instagram: @reikiamoreluz
Facebook: Com amor, reiki

Luz!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

2019


Com tanta tecnologia, alguém ainda tira tempo para ler blogs? Alguém aí que não esteja viciado em uma tela de celular, ainda lê historias e pensamentos de outras pessoas? Que não seja sobre politica, a favor do vermelho ou da bandeira verde e amarela? Tem alguém aí do outro lado da tela lendo minhas palavras?
Em 2018 eu fiz uma unica postagem no blog, mas não por preguiça, nem  por falta de tempo. Realmente, acho que todos estão muito concentrados nas redes sociais. Todos estão concentrados demais nos likes que podem receber com postagens de viagens internacionais, viagens regadas a vinho, espumante, roupas de marca e até os "recebidos".
Quando iniciei o blog, era para falar sobre os livros lidos durante o ano, para eu conseguir catalogar,de forma a me fazer lembrar, todas as histórias que eu vivenciei entre páginas e páginas antes de dormir, durante o final de semana, indo para o trabalho.
Muitas pessoas interagiam, muitos comentários sobre as literaturas lidas, muitas sugestões de historias fascinantes eu recebia. Fiz amizades, que foram não tão duradouras, mas que me ajudaram a crescer e a querer sempre ler cada vez mais.
Agora, todas essas historias, pessoas, literaturas se reúnem em dois lugares principais: Instagram e Facebook - tem até o snapchat, isso? - e não que seja de todo ruim (afinal, tudo de 2 lados como uma moeda), mas aonde estão aquelas pessoas que escreviam sobre amor, musica, rock and roll e politica despretensiosamente, ou não, sem esperar comentários bons, ruins, curtidas, sensacionalismo ou esperar virar "meme"? 
Onde estão vocês? Eu gostaria de obter respostas. Eu sei que não terei. Há teias de aranhas nesse canal, que estão entranhados e que acredito ser de difícil remoção. 
No ano passado, eu voltei a escrever em diários. Eu voltei. E foi tão bom! Uma terapia tão minha, um encontro tão profundo comigo mesma. Eu posso grudar papeis de bombons, posso colocar meus pensamentos ali, posso dizer palavras feias sem que ninguém se ofenda, posso chorar e rir e contar sobre meus sonhos, pesadelos, amores,desamores, trabalho, sucessos, insucessos.
Na verdade, eu não escrevo em apenas um diário, eu tenho 3. Um deles sempre esta na minha bolsa.
Hoje eu relembrei meu blog, reli algumas passagens (algumas tristes, outras alegres) e me deu uma vontade imensa de colocar no papel esses pensamentos. Não tenho papel e caneta em minhas mãos, eu coloco aqui pra vocês.
Eu não preciso esperar por curtidas, não virão. Não ficarei famosa, nem serei meme, nem uma escritora reconhecida por essas meras frases digitadas. Entretanto, eu queria por meio dessas palavras tentar entender a que passos a humanidade tem caminhado. Em 10 anos tantas coisas mudaram de forma tão rápida e maluca. 
Viramos reféns da internet. Éramos antigamente reféns da maquina de datilografia? Éramos ansiosos pelo carteiro, mensageiro de tantas cartas escritas noites sem fim, canetas de cores diferentes, com cheiro, sem cheiro, em papeis timbrados, papeis de carta com perfume de rosas. Erá bem ótimo, não era?
Era. Já foi. Não volta mais. 
Agora somos reféns do vibra do celular enquanto atualiza milhares de mensagens digitadas rapidamente. Tudo veloz. Ai que não seja assim, já bloqueia, já cortam-se amizades. Dilaceram-se corações.
Corações dilacerados por homens e mulheres que já não querem compromisso, não querem assumir papeis porque, afinal, a vida é tão curta para viver-se preso a uma pessoa só. Beijar um corpo apenas. Entregar-se a um coração.
Por que se podemos conhecer tantas pessoas por aplicativos, uma noite de diversão e uma cama solitária no sábado pela manhã?
Há tanto pra se dizer, há tanto para compartilhar, mas me diga você, em que gigabyte eu posso te encontrar?




quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Tantos dias se passaram...

Bem na verdade amigos, não foram dias, foram anos sem aparecer por aqui.
Esqueci, deixei esquecer. Fui matando em mim a vontade de colocar em letras e frases o meu passar do tempo.
Eu sempre tive um diário. Aqueles com embalagens de bombons, entradas de cinemas e histórias de amores mexicanos.
Muitos amores mexicanos. Com partidas, chegas e despedidas.
Entenderam o nome do meu blog? Porque a minha vida sempre foi essa: Chegar, permanecer, estruturar e partir.
Me partir em mil pedaços, partir o outro é catar todos os pedacinhos depois.
Ah, foi uma adolescência e tanto e o início dos meus 20 e poucos uma louca história de verão. Que durou uns 5 anos e passou como uma tempestade de verão.
Amor, paixão e loucuras. Brigas, discussões e traição. Vejam se não é um conjunto maravilhoso para uma novela mexicana? O final vcs bem sabem.
Agora, no auge dos meus 32 quase 33 eu olho meu passado e dou tapinhas em suas costas: "eta velho companheiro, que vida tivemos juntos. Foi ou não foi amigão?".
Hoje ainda há fragmentos que me acompanham, afinal o que seria das minhas escolhas hoje se não fosse tudo o que vivi anteriormente?
Se eu desejo voltar ? Não troco minha experiência de hoje pela imaturidade de noites em claro por amores, problemas tão pequeninos. Que me torturaram, admito. Muito. Que deixaram cicatrizes profundas, mas que passaram.
Ah, tanta coisa aconteceu meus caros amigos! Muita água rolou por debaixo da minha ponte e quanto mais de água irá rolar?  A vida é uma casca de nozes, uma roda gigante e a gente nunca sabe o ponto certo em que vamos parar. Se no topo, se no meio ou no início.
Há tantos sonhos por sonhar. Vcs também não tem? E aqueles q vc esqueceu no seu passado? Amassado, escondido e fenomenal?
Eu chego pro meu passado e digo: faria tudo de novo meu caro e quero que esse projeto passe pro meu presente, vc me dá essa permissão? Ou então eu gostaria de conversar francamente, abertamente, peito livre com pessoas que foram tão essenciais e dizer: ah meu caro, esqueçamos isso é vem aqui tomar um sorvete de doce de leite com cobertura de chocolate.
Okay, algumas vontades são só ilusões. Às vezes é melhor deixar adormecido e visitar uma vez que outra só pra relembrar o quanto valeu a pena cada erro e acerto.
E em 2018 meus amigos há tanto por viver! Tantas descobertas e desejos que gostaria de compartilhar.
Quem vem comigo? Quem encara essa doidera de vida? Quem quer segurar na minha mãe e dizer: vamos lá, a vida é uma festa!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ao próximo...

Estava relendo algumas velhas postagens e me dei conta: Meu Deus, eu não fiz o que eu tinha colocado como meta em 2014: ajudar o próximo.
O natal veio com as cartas do papai noel, que nao consegui buscar nos correios, o carnaval já passou e eu não pensei ainda em como posso ajudar.
Eu fiquei pensando se nao ajudo melhor escrevendo. Escrevendo pra mim, escrevendo para vocês. Escrevendo palavras aleatórias, sem sentido, soltas, perdidas.
Frases bem construidas ajudariam? 
Te dizer serenamente que tudo o que você está sentindo nesse momento vai passar hora ou outra? 
Que aquela ansiedade nas noites de insonia vão sumir com o toque das minhas palavras, com a sua leitura desajeitada e rápida querendo apenas encontrar a parte do "não vai mais doer, eu prometo".
Dizer que ligar ou não procurar quem você ainda quer encontrar vai te fortalecer e te fazer ser a criatura mais centrada porque você conseguiu esquecer e ignorar, tocar a ficha, viver.
Não, eu não vou fazer isso.
Porque se você ainda precisa procurar, 
Se o que todo mundo te diz te parece tão banal,
Então....
Liga quantas vezes você quiser,
Viva sua insonia,
Viva sua dor entocada em casa,
Vá pra cama com desconhecidos pra amenizar a sua dor,
Perceba que talvez esse nao seja o caminho, que talvez te faça doer mais, mas tente...
E sofra o quanto você achar que deve...
Vá lá. passe noites perdida entre lembranças...
Dias que nao irão voltar,
Telefonemas que não serão atendidos...
Se irrite com tudo isso
E passe a se odiar..
Se odeie..
E então...
Recomece a viver...

E quanto aquela ajuda, eu vou continuar cá pensando....

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Precisava escrever

Achei que agora adulta eu teria o que não tive. Até tive. Por pouco tempo. Será que aproveitei? Será que um dia eu vou conseguir recuperar?
Da vontade de fugir de si, de se esconder, se isolar. Da vontade de dormir e nunca mais acordar.
Tantos projetos, tantos sonhos.
Cade a minha humanidade? Eu quero ser humana a ponto de ter orgulho de mim. Eu quero poder fazer o bem, dar o melhor, ser melhor.
Eu queria poder escrever tantas outras coisas, tantos outros sentimentos.
Agora, da onde eu estou sentada, escuto o silêncio, as vezes ele me ensurdece e outras me acalma.
Tem dias q sossego e outras que os sonhos me atormentam.
 Tão vivos.
Quase consigo tocar.
 Quase consigo falar.
As vezes eu gostaria de poder gritar.
Gostaria de ser melhor do que sou hj.
Sem mesquinhes, sem avareza, sem maldade.
Pura.
Pensamentos tranqüilos.
Em alguns momentos eu consigo. Outros eu me debato.
Quem no final das contas não sofre assim?!
Alguns calados, outros gritando;
Muitos apenas passam.
Será que eu não tenho apenas passado?
Cade a minha força, Cade a minha luta?
Cade eu em mim?!
Me estapeio e não consigo parar.
Parar o que?! Se tudo já parou há tanto tempo.
Me julgo má, me julgo terrivelmente.
E os sons que escuto são apenas os meus ecos de dias aparentemente tranqüilos.
Me busco incessantemente.
Alguém me acha?
 Alguém me encontra nesse bater de gente?
Não são eles que devem me encontrar.
Sou eu a mim.
Não são eles que devem esquecer.
Sou eu a eles.
Não são eles que devem desculpas pelo emaranhado da vida.
Eu me despeço, eu me reencontro.
Todo dia.
O dia todo.

domingo, 13 de julho de 2014

Percepções

Domingo é um dia complicado, vai dizer que não? Você já acorda pensando que terá cinco longos dias de trabalho até o próximo final de semana e, por mais que você passe entocado em casa os dois dias, reza pra que chegue de uma vez.
Aliás, eu fico pensando nessas pessoas, e em mim, que ficam esperando ansiosamente o findi pra poder curtir. Peraí, os outros dias da semana são somente escravidão? Trabalho, casa, filhos, marido, solidão? 
Sou do tipo muito caseira, muito mesmo. Moro numa cidade tão pequenina que não tem o que se fazer no final de semana e, quando fico aqui na companhia do meu siamês-ou não porque ele sai pros passeios matutinos e não sabe voltar cedo- me sinto como se estivesse disperdiçando vida. Aí eu paro e penso: "mas eu tenho que estar sempre em movimento pra aproveitar a minha vida? Ficar em casa na minha companhia não é também aproveitar a mim mesma, minha casa, minhas coisas? 
A vida anda tão maluca que não se sabe mais o que é certo, bom, errado, ruim. A tecnologia vem nos limitando tanto, estamos nos transformando em robôs que agem de forma igual, que precisam gostar das mesmas coisas, sair para os mesmos lugares, beber as mesmas bebidas, senão tá fora de moda. Eu vejo muito isso.
Quando me arranco pra Porto Alegre viver um pouco do agito da grande cidade o lugar mais facil de me achar é na Saraiva. Eu entro naquele lugar mágico, cheio de livros mágicos e me perco no tempo. Depois eu vou e tomo um café na Padre Chagas com uma torta de sorvete espetacular. Dou uma volta no Parcão e vou em direção a minha casa. Se saio a noite? Olha, desde de dezembro que não saio em Porto Alegre. O motivo: não sei. Acho que tô cansada. Acho que tô precisando me reencontrar para poder aproveitar  o que a vida pode me oferecer. Se eu acho perda de tempo? Meu amigo, perda de tempo é você viver iludido ou vivendo uma vida de ilusões. Às vezes é preciso você desacelerar, viver sua solidão genuína pra que daqui a pouco você comece a surpreender a vida, comece a se surpreender e por fim, e menos importante, surpreender as pessoas.
A máxima "Cuidar do seu jardim" é o que vale. 
Não sei se sou apenas eu ou tem mais gente no mesmo barco, não sei se sou apenas eu ou tem alguém mais vivendo dessa solitude, se realmente toda essa alegria estampada nas redes sociais é verdadeira ou uma fantasia.
Com certeza, e eu sinto isso, eu vou surpreender a vida (porque não é ela que tem que me surpreender, que fique claro). Tipo, sabe aquele sexto sentido de mulher? A vida vai ser melhor do que já é e os sorrisos, hora meio apagados e frágeis, vão se tornar o meu melhor cartão de visita.
Claro gente, que fique bem claro que estou escrevendo o que me vem na mente, o que sinto e o que vejo. A vida está maravilhosa porque ter saúde e planos, sonhos já nos faz diferentes de muitos...
Encontrar-se e voltar a perceber-se em alguém é apenas questão de tempo.
E eu não tenho mais pressa.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Reencontrar-se na ajuda ao próximo

Faz tanto tempo que não escrevo no blog que se eu contasse todos os livros que li, filmes que vi desde agosto do ano passado até agora eu esgotaria as letras do meu teclado em questão de segundos.

Entretanto, hoje não estou aqui para falar de literatura e cinema, é pra falar sobre mim mesma e dos meus desejos e sonhos. Na verdade, gostaria de fala sobre um dos meus desejos que ontem surgiu com força total após ver uma entrevista de um senhor que salvou 669 crianças da morte na 2ª Guerra Mundial. Depois eu vi uma postagem de pessoas sendo solidárias umas com as outras ao redor do mundo e o fato de que o amor ao próximo ainda existe e se existe pode ser cultivado e estendido a outras pessoas que querem fazer o bem (sem olhar a quem).

Esse ano tem sido uma verdadeira lição de superação pra mim. Perdi pessoas. ganhei experiência, ganhei rugas, ganhei maturidade, ganhei dor e arrependimentos, chorei litros, mas consegui rir outros mil litros a mais. Deu vontade de morrer, vontade de viver, de apenas se esconder embaixo das cobertas até a dor passar, jogar-se contra a parede e lamentar-se até cansar-se da própria lamúria. Deu vontade de muita coisa e sigo aqui em pé, dias bons, dias ruins, dias de desespero, dias mais felizes que uma risada faz doer o corpo inteiro. Dias de repensar as escolhas e de perguntar-se o famoso "e se". A vida é isso aí e não conseguimos ter um roteiro definido do que irá acontecer no dia seguinte ou na próxima hora.

Enfim, voltando ao foco inicial da conversa (que não sei se será lida por mil, três mil ou quem sabe ninguém). Sou enfermeira e além disso minha família, principalmente a minha mãe, me ensinaram o quão importante é você poder ajudar ao próximo. Às vezes é um abraço que falta, um sorriso pela manhã, um bom dia àquela pessoa que acha que não tem o seu valor na sociedade ou pra ninguém, pra quem trabalha dia a dia ao seu lado e às vezes falta o "muito obrigada ou parabéns". Talvez escrever uma carta a um idoso que não é visitado por sua família no asilo ou uma carta com uma balinha para aquela criança de um orfanato que todos os dias acorda achando que hoje vai ser aquele dia! E sua única esperança ao colocar a cabeça no travesseiro é que conseguirá agradar uma pessoa algum dia e a tornará sua família e amará como ninguém jamais o amou.

Em Porto Alegre há um movimento muito legal nesse inverno. Vários cabides estão sendo postos em árvores em diversos bairros com roupas penduradas e uma placa avisando "pegue, é seu! Se aqueça nesse inverno". E tenho certeza que ao final do dia quando a pessoa que teve essa ideia grandiosa percebe que os cabides estão vazios sente-se mais aquecida do que aquela que pegou a roupa. 

Isso é tornar o mundo melhor, tornar-se melhor, tornar-se útil pro mundo e pra você mesmo, o estímulo que falte, talvez, para você sair da cama e trabalhar todos os dias, beijar sua esposa/ esposo demoradamente ante/após/durante o café da manhã. É quem sabe te dar um suspiro a mais quando acha que vai enlouquecer ao ver o seu filho afogando o gato na privada. É respirar fundo quando alguém te corta no trânsito. 

Humanizar-se de novo nesses tempos de facebook. twitter, emails profissionais. É querer saber do outro mesmo que ele não faça a mínima questão de querer saber de você. É lutar para fazer o melhor a cada dia chuvoso ou ensolarado.

Ninguém vai viver em um filme da Julia Roberts todos os dias, mas são os pequenos momentos de felicidade que vão fazer o seu dia  valer a pena. Acredite. 

Então eu estou aqui sentada pensando em todas essas coisas (as quais não queria escrever, mas acabaram saindo suaves de dentro de mim), no que eu posso fazer para tornar a minha vida mais cheia de vida, ajudar mais do que já ajudo (como enfermeira, amiga, filha e irmã) e me encontro perdida no meio de um burburinho maluco de ideias que não sei como colocar na prática.

Estava lendo agora a pouco uma reportagem de um rapazinho de 9 anos que decidiu escrever cartas para meninos e meninas de outros países peguntando sobre como é viver em seu país, como é sua cultura. Ele arrecadou tantas respostas que criou um site que hoje arrecada fundos e doações para crianças que necessitam. Gente, uma criança!

E eu não sei nem por onde começar, mas acredito que logo eu vou conseguir ter a resposta necessária para começar a olhar o mundo diferente do que eu enxergo hoje. Já o vejo diferente, mas isso não basta para mudar a forma como me relaciono com o universo.

Às vezes a gente não entende o por quê de certos sofrimentos até que a vida te mostra uma maneira de superá-la.

O que posso dizer é: amem muito! E não traiam a consciência de vocês pois se há amor há luta, há volta, há retorno. Entretanto, o pior engano que podemos cometer a nós mesmos é enganarmos na tentativa de fazer o outro acreditar na sua mentira. Então pra que mentir? não mintam e sejam transparentes.

A pior dor não vem da verdade dita e sim da mentira lenta e cruel que nos mata aos poucos sem dó nem piedade.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Morte e Vida de Charlie St Cloud


Voltei a ler com afinco. Teve semanas que estava bem desanimada, cansada, sem vontade. Depois que li Sal, a vontade ressurgiu e os livros que tenho lido são ótimos e fascinantes.

Essa semana terminei de ler Morte e Vida de Charlie St Cloud que até ganhou um filme.Eu sempre achei que o autor que havia escrito era o Sparks, mas me enganei feio! Em uma conversa literário com minha doce amiga Janice (e quem me emprestou o livro) acabei me dando conta que não era o Nickolas e sim Ben Sherwood. Fica aqui meu pedido singelo de desculpas. 

Enfim, leitura super agradável. Trata sobre espiritismo e vida além da morte, sobre perdoar e aprender, superar e continuar. 

Charlie é o irmão mais velho de Sam. Super apegados, vivem uma noite fantástica quando Charlie o leva para assistir ao jogo de beisebol fora de sua cidade. Charlie ainda é menor de idade e na volta pra casa há um acidente envolvendo o carro dos meninos onde Charlie sobrevive mas o pequeno Sam, não. Enquanto o paramédico tenta reanimar Charlie e os dois encontram-se juntos na linha que divide a vida real da espirita, os irmãos prometem que jamais vão se separar e é aí que a vida de Charlie parece terminar.

Por treze anos a vida de Charlie fica limitada ao trabalho no cemitério e os jogos de beisebol na clareira com o seu irmão. Durante todos esses anos Charlie não pode afastar-se da cidade pois se o fizesse perderia o contato para sempre com o seu irmão e dessa forma quebrando a promessa....

....Até conhecer Tess, uma linda jovem determinada a conquista os mares com o seu barco Querência. Ela visita o cemitério visitando o seu pai que morreu há dois anos e em uma dessas visitas, após um acidente marítimo, conhece Charlie. Se apaixonam e é então que a vida dos dois começa a mudar, para sempre.

Adoro assuntos espirituais porque acredito que tudo nessa vida seja possível. Fiquei pensando em como seria a minha vida se eu tivesse que carregar uma culpa por tanto tempo como Charlie, o que eu faria. O livro ensina e mostra que é possível superar as tragédias e que tudo tem um sentido para acontecer.

 Em uma passagem, o bombeiro Florin, que o salvou e alguns anos morreu, fala que tudo que acontece, acontece por um motivo e que mesmo que não entendamos o porquê Deus mostra o caminho mesmo que leve o seu tempo. E que não há tempo para amar, aprender, perdoar. Quando você está determinado a enxergar o que a vida está lhe proporcionando sempre será o tempo de recomeçar. 


Bem, um ótimo livro ara refletir nossas atitudes, aprender a nos perdoar por promessas que se quebraram, que não foram possíveis de se cumprirem. Acredito no que Florin falou e acho que quando chega a nossa hora de compreender a vida mostra por um meio ou outro.

Aprender a sentir a leve brisa, o tocar da água gelada na praia, sentir a areia sob os pés, ouvir um passarinho cantar..pode ser algum familiar seu dizendo que está ali zelando por você em qualquer parte, a qualquer hora.

Recomendo!

Investimento: R$ 12,90 (e-reader) a R$ 19,90



Sinopse

O livro conta a história de um jovem que sobrevive a um terrível acidente de carro, em que o seu irmão mais novo morre. Anos mais tarde, o laço entre os irmãos permanece tão forte que transcende os limites normais entre a vida e a morte. Charlie St. Cloud vive em uma confortável vila da Nova Inglaterra. Todos os dias, ele cuida da grama e dos monumentos do antigo cemitério onde seu irmão mais novo, Sam, está enterrado. Agraciado com um dom extraordinário, após sobreviver ao acidente, ele ainda pode ver, falar e até mesmo jogar com espírito de Sam. É quando conhece a jovem Tess e, o amor o deixa dividido, ao aproximar-se de Tess significa que ele estará deixando seu irmão para sempre?





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sal



Leticia Wierzchowski é uma das minhas autoras preferidas. Desde que li o livro " Casa das Sete Mulheres" , livro que leio e releio trezentas mil vezes sou apaixonada pela forma que ela desenvolve sua narrativa. Há paixão, há vontade, dolorosamente bem escrita, seus livros ricos em detalhes. Com certeza, ela é pra mim um Érico Veríssimo em versão mulher.
Estava em São Borja retornando a Porto Alegre quando me dei conta de que eu já havia devorado um livro no final de semana e tinha ficado sem nenhum exemplar para a viagem. Há pouco tempo, comprei um tablet e entrei na loja do Google pra ver se tinha algum livro que me conquistasse. Eu era totalmente contra os e-books, apartidária dessa tecnologia que não nos dá a mesma sensação de saborear um livro impresso, com seus cheiro de páginas novas, de resenhar no final da página ou poder sublinhar as passagens mais emocionantes e envolventes de um livro. Certo, eu tive que ceder a todos esses meus pensamentos retrógrados pois me apaixonei totalmente pelos e-books.
Bem, me apaixonei pela sinopse do livro. Me apaixonei já na primeira página e continuei totalmente colapsada até a sua última folha.
Uma leitura sangrenta, dolorosamente difícil  intuitiva,introspectiva. Não tive nem pena, nem dó de nenhum personagem apenas fui aceitando seus destinos, suas desventuras, aventuras. 
O livro é dividido em três partes. A primeira Flora é a narradora, conta sua visão da família  dos acontecimentos, de como tudo aquilo se sucedeu. A segunda parte é contada pelo irmão caçula dos seis filhos de Cecília, Tiberius, sua busca incessante pelo irmão Orfeu, crescimento, amadurecimento, tristezas e desilusões. A última parte chama-se Eles por Eles, onde cada integrante fala de um personagem sob sua perspectiva. E digo, é a melhor e mais instigante.
Eu tenho medo de contar um pouco da história. Medo de antecipar fatos que os leitores devem descobrir por si só. Uma viagem instigante sobre a alma.
Ivan, Cecília, Lucas, Julieta, Eva, Flora, Tiberius, Orfeu. Todos esses personagens à mercê de um visitante: Julius Templeman. Foi a La Duiva conhecer Flora, a escritora que o cativou com seu manuscrito chamado "O Livro". Amaram-se, por pouco tempo. 
Julius, um tipico inglês, professor graduado inicia a trajetória de todo o desarranjo familiar. 
Cecília, a matriarca, vê todos os fatos de desenrolarem enquanto tece seu tricô com todas as cores de lã. Cada cor, um personagem, uma personalidade, uma tristeza. 
Porque depois que Julius chegou a La Duiva  não houvera mais alegria, o Farol enlouqueceu e a família se desgarrou.

O destino foi traçado pelas letras rabuscadas de Flora e tudo se transformou em lágrimas e inverno.

Eu só posso garantir que o livro é sensacional!!! Vale a pena ler, conhecer e se perder entre as tristezas que podem ser tão verdadeiras fora das páginas. 

Pra quem ficou interessado, a autora disponibilizou um Prólogo que pode ser lido gratuitamente. Deixo o site para que vocês possam ler, aprovarem ou não a leitura. 





Sinospse
“Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva, expondo-os, todas as noites, às ameaças dos rochedos traiçoeiros. Sob sua luz vacilante, Cecília, matriarca da família Godoy, reconstitui as cicatrizes do passado com linhas e agulhas. Em dolorosa solidão, ela tece uma interminável tapeçaria em que entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um.
Muitas gerações da família de origem espanhola zelaram pelo farol naquela ilhota perdida no sul. Apesar da oposição de Doña, sua mãe, Ivan se apaixona por Cecília. Os dois se casam e têm seis filhos — Lucas, Julieta, Orfeu, as gêmeas Eva e Flora, e o temporão Tiberius —, que povoam a ilha com suas personalidades marcantes e talentos misteriosos. Apaixonada pelos livros, a jovem Flora descobre que possui o dom para a literatura e começa a escrever um romance. Tão poderosas
são suas palavras que certas cenas deixam o papel e transbordam para a realidade.
O manuscrito chega às mãos do inglês Julius Templeman, professor de Cambridge e especialista em literatura latino-americana. Tomado pelo frescor e pela vitalidade da criação da jovem, ele decide deixar a Europa e ir até La Duiva para conhecer pessoalmente a autora. Sua chegada provoca mudanças profundas e irreversíveis nos moradores da ilha e no próprio Julius. Ele desperta desejos, desencadeia paixões e torna-se o vértice de um inusitado triângulo amoroso, cujas consequências levam os filhos de Cecília a se espalharem pelo mundo em busca de outros verões.
Com uma linguagem poética, Leticia Wierzchowski dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando sua própria tapeçaria delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.”

terça-feira, 4 de junho de 2013

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres

" ....Naquela hora da noite conhecia esse grande susto de estar viva, tendo como único amparo apenas o desamparo de estar viva. A vida era tão forte que se amparava no próprio desamparo de estar viva. De estar viva- sentiu ela- teria de agora em diante, fazer o seu motivo e tema. Com curiosidade meiga, envolvida pelo cheiro de jasmim, atenta à fome de existir, e atenta à própria atenção, parecia estar comendo delicadamente viva o que era muito seu. A fome de viver, meu Deus. Até que ponto ela ia na miséria da necessidade: trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estava viva.."

Não devemos tentar explicar Clarice, nem o contexto de sua literatura tão perfeitamente reveladora e de certa forma pesada. Não tem como não dar a máxima pra Clarice. Intenso. Apesar de um livro com poucas páginas é complexo lê-lo e entendê-lo. Não tente devorá-la com avidez, absorva aos poucos a mágica de ser Clarice.

Não vou resenhá-lo porque é até difícil defini-lo. No meio do livro eu pensei "que coisa morna" e no final eu já estava absurdamente apaixonada assim como os personagens quando se descobrem e entrelaçam suas mãos.

Concluo apenas que a arte de viver é complexa, difícil, relacionar-se, amar, sonhar, cair e levantar no meio desse universo que nos oferece tantas descobertas e cores e amores (pela vida, pelos homens, por tudo).

Uns irão odiá-la outros irão amá-la. Decida-se você e absorva o que Clarice tem de bom - e de ruim- ao mostrar a face intima de uma mulher confusa sobre sua vida e sobre o mundo.

Sinopse

Aprender a amar e a ser ela mesma é o grande desafio da personagem Loreley, cujo apelido é Lóri. Para o leitor, o prazer maior é ir aprendendo aos poucos a conhecer Clarice Lispector, através da trajetória dessa personagem. Ambientado no Rio de Janeiro, "Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres" conta a história de amor de Lóri e Ulisses. Lóri é uma moça rica de Campos, principal cidade do Norte Fluminense, que optou por morar no Rio, onde trabalha como professora primária e pode desfrutar de uma liberdade impossível em sua cidade natal. Ulisses é um professor de Filosofia, que conhece Lóri na rua e aos poucos vai conduzindo-a na aprendizagem do prazer.
Loreley é personagem de uma lenda do folclore alemão, que seduz e enfeitiça os pescadores. Ulisses é o herói da epopéia grega, que vence os obstáculos usando a inteligência. As duas personagens de Clarice trazem as características de seus modelos originais e envolvem o leitor numa trama que se torna ainda mais apaixonante por ser uma aventura no mundo da linguagem, sem começo nem fim. A narrativa começa com uma vírgula, como se fosse a continuação de algo já iniciado, e se encerra com dois pontos, indicando que a estória prossegue, embora não apareça no livro.
Como em todas as obras de Clarice Lispector, "Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres" é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida.





Investimento: R$ 27,90

domingo, 14 de abril de 2013

O Casamento

Sempre que leio Nicholas Sparks o romantismo que mora adormecido em mim renasce. Eu simplesmente adoro a maneira como ele narra as  histórias, adoro o jeito como ele coloca a mulher como única e o jeito carinhoso como apresenta o amor entre duas pessoas.

Quando comprei esse livro a primeira coisa na qual pensei foi " Meu Deus, é a sequencia do meu livro de cabeceira, preciso lê-lo agora". E quando comecei a leitura foi como se eu pudesse enxergar, sentir o carinho entre Noah e Allie em Diários de uma Paixão.

William é um advogado bem sucedido em New Bern que passou toda a sua vida envolvido muito mais com o seu trabalho do que com a sua familia. Entretanto quando ele esquece o aniversário de casamento de 29 anos, percebe a tristeza de sua esposa Jane ele se dá conta que perdeu muito de sua essência ao longo dos anos por causa do seu trabalho e da responsabilidade de sustentar uma família.

Noah continua a na casa de passagem onde passa o tempo alimentando o cisne e sua família acha o seu comportamento absurdo e descabido. O único que parece acreditar na sua história é William que o visita regularmente. Quando William se dá conta que está prestes a perder a mulher que ama, coloca como meta para o seu próximo ano fazer com que o aniversário de casamento de 30 anos seja inesquecível. É então que visita Noah e vê na história de amor de seus sogros a possibilidade de mudar por sua mulher.

Então durante o ano seguinte ele toma várias atitudes para tornar-se uma pessoa melhor para Jane e sua família. Faltando uma semana para o aniversário de casamento, a filha mais velha Anna anuncia que vai casar só que não deseja que seja na igreja. Sua mãe Jane que não pôde disfrutar dessa alegria, porque William na época não acreditava em religião, não deixa que isso aconteça. Anna no fim concorda em fazer uma festa celebrando sua união, mas escolhe o final de semana do aniversário de seus pais para a celebração dando início a uma louca busca por organização da festa.

Nessa semana, a história de Jane e William parece se entrecruzar novamente. Como William está em férias ele se propõe a ajudar nos preparativos com a casa branca da família de Noah, com o buffet, músicos e jardinagens. 

Enfim gente, o livro é maravilhoso! É um exemplo de que com esforço as pessoas podem mudar e melhorar pela pessoa que ama não só para vê-la feliz mas também para ver-se feliz, estar em paz consigo, aproveitar todas as grandes maravilhas que a vida proporciona. 

Eu como romântica convicta amei!!! Achei a história fantástica e o final então de tirar o fôlego. Eu recomendo muitissimo. Li várias resenhas dizendo que esse livro é um dos mais fracos do autor, que foi apenas para cumprir contrato com a editora etc etc etc, mas na minha humilde opinião: fantástico e "ponto final".



Sinopse

Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade - sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso. Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser. Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse.

Investimento: R$ 24,90 a R$ 19,90

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Prisioneiro do Céu

Durante a leitura do livro é que fui perceber que era o último da trilogia A Sombra do Vento. E eu não li O Jogo do Anjo, mas posso dizer? NÃO PRECISA!!!

Eu amo Zafón! Eu o li em dois dias porque não pra largá-lo antes de saber o final da história. Me deparar com Daniel, do Sempere, Firmin e o Cemitério dos Livros Esquecidos nossa! Amei! Onde as histórias se entrelaçam e os pingos nos is são postos muitos anos após...

Tudo inicia quando Firmin vai casar com Bernarda e se dá conta que para a Espanha ele é um homem morto e, sendo assim, sem documento. Ainda tem uma visita muito suspeita a Livraria da Familia Sempere deixando um recado macabro para o pobre e que o deixa muito nervoso.

Daniel, que é o seu melhor amigo, entra na empreitada de ajudá-lo mas para isso o nosso querido herói deverá contar-lhe o que aconteceu há mais de 10 anos em uma Espanha confusa e revoltada.

Eu não quero contar para vocês todo o enredo porque senão perde a graça mas podem acreditar que ao longo do livro eu fui emitindo mil "nossa, olha isso...meu Deus!"

Um livro curtinho que deixa um sabor de "quero continuação já!". Aliás gente boa e que leram a trilogia por favor me digam que haverá sequencia porque eu preciso ver tal Mauricio sofrer nas mãos de Daniel!!!!

Agora, é claro que eu vou ler O Jogo do Anjo só para fechar o entendimento sobre o personagem do Martin que ajudou Firmin o tempo todo, tem ligação com a mãe de Daniel e tal....nessa parte ainda tô boiandinho...

Bem gente, peloamordedeus leiam Zafón pois vale o dinheiro empregado, a troca realizada, a mesada economizada...

AAAhhhhhhh, estava com saudades de escrever para vocês seja lá quem esteja lendo esse pequeno pensamento do outro lado da telinha.


Besos.


O Prisioneiro do Céu
Editora: Suma de Letras

R$: 31,90 A 24,90.



Sinopse

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá- lo a qualquer custo.
O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, "O Prisioneiro do Céu" é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos. A Sombra do Vento superou a marca dos 13 milhões de exemplares vendidos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um amor para recordar


Hoje estou em transe, com o pensamento distante..em tudo que foi e já não é mais.

Um Amor Para Recordar é uma história simples, romântica, triste, engraçada e alguns podem achar piegas, mas não para mim. Quando eu vi o filme eu estava entrando nos 20 anos, saindo do colégio, começando a faculdade e completamente apaixonada. 

E digo que o completamente apaixonada era daquelas paixões avassaladoras, borboletas no estômago, nervosismo por uma mensagem, nervosismo pelo reencontro (sim, era um amor à distancia), sonhos e mais sonhos durante o dia, noite, tarde com o homem (que tinha a minha idade e não passava de um guri) que eu estava amando. 

Quando comecei a ler o livro foi como eu tivesse voltado àquela época, sentisse as mesmas sensações e até pude lembrar dos sonhos que sonhei e das dores de amor que sofri e dos ótimos reencontros que se sucederam depois, antes e durante.

Então eu digo a vocês que eu vi o filme com ele, num dia quente de verão e posso contar ainda que me enrosquei a ele de uma maneira inexplicável. Não namorávamos, apenas vivíamos os momentos como se  fossem os últimos ou que os próximos fossem demorar eternidades (e realmente demoravam a beça!). Doía dizer adeus e doia pensar que eu teria que dizer adeus dentro em breve (eram anos de sofrimento antecipado).

Naquela época eu era muito mais sonhadora e romântica do que agora e às vezes sinto falta dessa minha parte. Ninguém é capaz de te roubar um sonho, de querer comprá-lo, roubá-lo, vende-lo ele é apenas seu. E de mais ninguém. Ou até pode ser de alguém se essa pessoa acreditar que vale a pena e querer sonhar junto e fazer com que se torne realidade. Então eu digo que vale a pena sonhar.

Ao terminar o livro fiquei bons minutos olhando o teto e pensando em tudo que já havia passado, os sonhos deixados para trás e que foram sendo aos poucos substituídos por outros. Entretanto, eu tenho saudade daqueles sonhos de guria, de se trancar no quarto e simplesmente imaginar situações que nunca aconteceram e que jamais acontecerão.

O livro é realmente muito bom não só porque me fez lembrar de uma época doce e que guardo com saudades mas também porque ela nos faz refletir sobre a essencia de estarmos aqui, de tudo que temos e não valorizamos e das coisas fúteis que acabam sendo mais valorizadas do que as que realmente valem a pena. 

Eu ia resenhar sobre o livro, mas eu não sabia que depois de lê-lo eu ficaria tão envolvida, emotiva e saudosista. Talvez você que ainda vai ler não sinta nem um pingo daquilo que eu senti, afinal a minha vida nada tem a ver com a sua, mas quem sabe, talvez sinta e eu espero que você possa sentir, voltar a sentir, lembrar de uma época que já estava encaixotada há anos.

Hoje aquele guri por quem eu esperava continua me causando diversas borboletas no estômago porque por mais incrivel que possa parecer, eu continuo esperando por ele....


Eu só digo, leiam o livro e deixem-se levar....


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Colecionador de Lágrimas

Nunca fui fã de ler livros auto-ajuda, tentei começar a ler "O Colecionador de Sonhos" de Augusto Cury, mas abandonei no segundo capítulo da trama. Eu achei que aconteceria o mesmo com o Colecionador, mas me enganei estupendamente. Que livro maravilhoso!!! 

Com relatos surpreendenets de uma mente doentia, com dados reais de todo o inicio da trama pós 1ª Grande Guerra e sua mente distorcida desde a infância, Cury nos traz à tona toda a irracionalidade e egocentrismo de Hitller.

Através de Julio Verne, historiador e Katherine, psicóloga social, e ocorrências surrealistas ajudam a contar a vida desde o nascimento de Hitller até sua ascenção ao poder. 

Júlio é um aclamado professor em Londres que não apenasleciona e passa o conteúdo programático, mas faz com que seus alunos desenvolvam um pensamento crítico sobre os acontecimentos da Grande segunda Guerra. Suas aulas, cada vez mais lotadas de alunos, é motivo de inveja pelos outros professores e inclusive pelo Reitor o que termina na sua expulsão da Universidade por não "adequar-se ao método de lecionar".

No meio de tudo isso, Julio começa a ser ameaçado por nazista nos tempos de hoje e sofrer atentados contra sua própria vida fazendo-o passar momentos de dúvidas e medo.

Eu recomendo muitíssimo!!!! O livro vem lotado de referencias bibliográficas. 

Vou ficar ansiosa aguardando o proximo volume!!!!!

Indico muitíssimo!!!!!!

Um beijo enrome e um ótimo final de semana!!!!

Investimento: R$ 25,80 (Saraiva) 

O Colecionador de Lágrimas


"Um professor especialista em nazismo e II Guerra Mundial, começa a ter insônia e pesadelos, como se estive vivendo as atrocidades do Nazismo. A partir disso o passado passa a ser vivo para ele. Em um ponto de desatino, sobe na mesa da sala de aula e diz que os alunos são parceiros de Hitler. Sua intenção é, na verdade, provocar a sensibilidade e a curiosidade de seus alunos. Bem quisto por alguns, mas muito criticado e até processado por outros, ele é banido da universidade. Mas fica famoso recebendo diversos convites para conferências enquanto se esconde de um estranho complô nazista que tenta a todo custo assassiná-lo.
Seu reconhecimento como grande historiador faz com que receba um convite de cientistas alemães, que pesquisam uma máquina complexa, financiada pelas forças armadas e que usa a teoria da relatividade e da quântica para conseguir viajar no tempo.
Mas por que ele? O convite então se torna claro: tudo o que os alemães querem é alguém com competência suficiente para voltar no tempo, matar Hitler e mudar a história. Apesar de eliminar todo o mal causado por Hitler, conseguiria ele chegar à infância do ditador e assassiná-lo. Faria ele esta atrocidade?"



domingo, 9 de setembro de 2012

Um homem de sorte

Nickolas Sparks é simplesmente maravilhoso nos romances dramáticos que escreve. Assisti o filme " Diário de uma Paixão" centenas, dezenas de vezes e consigo me emocionar em todas elas. Tenho o livro também e é um dos quais não empresto, não troco, não dou.

Nessas férias li "Um homem de Sorte". Não estava nos meus planos lê-lo mas fiz uma troca "Cinquenta Tons de Cinza" por esse e simplesmente não me arrependo (não me arrependo MESMO).

Leitura terna, fácil, que prende. Conhecendo o Sparks, já sabia que nem tudo seriam flores e fiquei naquela ansiedade "mas em que capítulo vai acontecer a reviravolta?" e cada vez que terminava um ficava me perguntando se seria no próximo. 

É claro que não vou contar pra vocês sobre as reviravoltas, mas quem já é leitor assíduo sabe bem do que falo e quem não é e curte um drama água com açúcar embalado em romantismo é uma boa aposta, garanto.

Bem, a história toda se passa em volta de uma foto encontrada por Logan no Iraque. Desde o momento que ele se apoderou dela sua vida foi salva inúmeras vezes, de diversas formas. No regimento, os seus companheiros tinham medo de ficar perto dele em campo de batalha porque ele sempre se salvava, mas os outros não.

Impulsionado por todas as vezes que sua vida foi poupada, Logan começa a busca pela menina da foto porque ele acreditou que devia algo a ela por todas as vezes que poderia ter morrido e não morreu (por carregar a foto em seu bolso).

Atravessou o país a pé do Colorado até Hamptom juntamente com seu cachorro Zeus- um pastor alemão treinado e muito cativante- para encontrar a mulher que salvou sua vida tantas vezes. Não sabia bem certo o que fazer quando lá chegasse, mas sabia que devia ir e que lá seria sua última parada.

Elisabeth- ou Beth- mulher linda, solteira, com um filho fofo vive com sua avó, Nana, em uma fazenda de treinamento para cães. Quando os dois se encontram fica evidente a atração e a partir daí o romance não demora muito pra acontecer.

Beth tem um ex-marido fuxiqueiro e trambiqueiro. Clayton se acha só porque pertence a melhor e mais endinheirada família da cidade. Ele arruinou com a vida amorosa de Beth nesses anos após a separação mas é claro que não vou dizer como nem por que..vão ter que ler!!!!

Bom, é um livro que recomendo. 

Pelo que vi do trailer do filme, eu acho que o livro é de dez a zero. Acredito que modificaram bastante a história e eu não gosto quando fazem isso. 

O investimento é de R$ 12,90 (livro de bolso na pela Saraiva) e R$ 19,90 (o livro normal pela mesma livraria). Assim, dá pra ter a coleção do Sparks, porque está bem em conta né? :)

Até a próxima gente e boas leituras!!!!


SINOPSE

“Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. 
Trazia a fotografia dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o 
país por ela.”
“Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar.
Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da 
oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. 
Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o 
deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto
em seu
ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar
uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto.
Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais 
do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade.
(...)
Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não 
tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. 
Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas 
acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que 
havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. 
prazer de caminhar.
Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para
chegar.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Bel Ami

Gente, obrigada primeiramente pelos comentários maravilhosos que vocês estão fazendo, isso engrandece muito as resenhas e o espírito!!! Sempre vou respondê-los ou nos próprios blogs ou abaixo dos comentários que vocês fazem. Só de saber que existe vocês que leem o que é escrito, o que acho dos livros é de grande valia. Obrigada de coração!!!!

Ontem consegui a proesa de terminar dois livros. E digo que gostei muito dos dois. Hoje eu vou falar sobre Bel-Ami, um clássico da época realismo do autor Guy Massapant.
Digo que comprei o livro porque a capa dura e com a cena do filme me chamou muito a atenção. Adoro capas duras porque duram mais, porque são lindas e é mais fácil de manusear. A edução que comprei vem com a história em português e em francês e é muito bacana porque dá pra você tentar aprender um pouco da língua francesa.
A história se passa na França e conta a história de um homem, Duroy, que consegue alcançar status através de suas amantes e artimanhas políticas. Começa a trabalhar em um pequeno jornal sem muita fama e a partir daí começa a usar o seu charme para conquistar as mulheres dos homens mais bem quistos de Paris.
Adorei o livro porque a história de desenrola muito bem, e descreve cenas da cidade que dão uma vontade tremenda de conhecer.
É divino como o autor escreve fazendo-nos passar por todas as fases do nosso personagem principal. Primeiramente um zé ninguém, depois um reconhecido jornalista e depois termina riquissimo.
Como Eça de Queirós nos explica o Realismo é uma reação contra o Romantismo: O Romantismo era a apoteose do sentimento; - o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houve de mau na nossa sociedade. E é exatamente isso que ocorre durante o decorrer da narrativa." 
Eu recomendo lê-lo antes de assistir o filme.
Na Saraiva, o livro está por R$ 30,00
Vou disponibilizar no skoob para troca daqui uma semana, tempo que meu pai levará para lê-lo, certo pessoal???
Um feriadão maravilhoso para vocês e ótimas leituras!!!!


SINOPSE

“Bel-Ami” é um romance realista escrito por Guy de Maupassant publicado em 1885 sob a forma de folhetim na revista literária “Gil Blas”. O romance explora a sociedade e as atitudes em relação à riqueza, ao poder e ao oportunismo, retratando a ascensão social de Georges Duroy, homem ambicioso e sedutor, além de arrivista e oportunista, lançado ao topo sociedade parisiense, graças à ajuda de suas amantes e do conluio entre a imprensa, as finanças e a política. Maupassant descreve as ligações existentes entre o capitalismo, a política e a imprensa, além da influência feminina, privadas da vida pública da época. A obra se apresenta como uma pequena monografia da imprensa parisiense, onde Maupassant retrata implicitamente a sua própria experiência como jornalista. Assim a ascensão de Georges Duroy, ou “Bel-Ami”, pode ser comparada à própria ascensão de Maupassant. De fato, “Bel-Ami” é a descrição perfeita e inversa da vida de Guy de Maupassant, onde Georges Duroy representa o contrário do autor, conforme pode ser visto ao longo do romance. Através do personagem, o autor nos faz descobrir o mundo do jornalismo e da alta sociedade, sob a ótica dos escândalos políticos e financeiros.