segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sal



Leticia Wierzchowski é uma das minhas autoras preferidas. Desde que li o livro " Casa das Sete Mulheres" , livro que leio e releio trezentas mil vezes sou apaixonada pela forma que ela desenvolve sua narrativa. Há paixão, há vontade, dolorosamente bem escrita, seus livros ricos em detalhes. Com certeza, ela é pra mim um Érico Veríssimo em versão mulher.
Estava em São Borja retornando a Porto Alegre quando me dei conta de que eu já havia devorado um livro no final de semana e tinha ficado sem nenhum exemplar para a viagem. Há pouco tempo, comprei um tablet e entrei na loja do Google pra ver se tinha algum livro que me conquistasse. Eu era totalmente contra os e-books, apartidária dessa tecnologia que não nos dá a mesma sensação de saborear um livro impresso, com seus cheiro de páginas novas, de resenhar no final da página ou poder sublinhar as passagens mais emocionantes e envolventes de um livro. Certo, eu tive que ceder a todos esses meus pensamentos retrógrados pois me apaixonei totalmente pelos e-books.
Bem, me apaixonei pela sinopse do livro. Me apaixonei já na primeira página e continuei totalmente colapsada até a sua última folha.
Uma leitura sangrenta, dolorosamente difícil  intuitiva,introspectiva. Não tive nem pena, nem dó de nenhum personagem apenas fui aceitando seus destinos, suas desventuras, aventuras. 
O livro é dividido em três partes. A primeira Flora é a narradora, conta sua visão da família  dos acontecimentos, de como tudo aquilo se sucedeu. A segunda parte é contada pelo irmão caçula dos seis filhos de Cecília, Tiberius, sua busca incessante pelo irmão Orfeu, crescimento, amadurecimento, tristezas e desilusões. A última parte chama-se Eles por Eles, onde cada integrante fala de um personagem sob sua perspectiva. E digo, é a melhor e mais instigante.
Eu tenho medo de contar um pouco da história. Medo de antecipar fatos que os leitores devem descobrir por si só. Uma viagem instigante sobre a alma.
Ivan, Cecília, Lucas, Julieta, Eva, Flora, Tiberius, Orfeu. Todos esses personagens à mercê de um visitante: Julius Templeman. Foi a La Duiva conhecer Flora, a escritora que o cativou com seu manuscrito chamado "O Livro". Amaram-se, por pouco tempo. 
Julius, um tipico inglês, professor graduado inicia a trajetória de todo o desarranjo familiar. 
Cecília, a matriarca, vê todos os fatos de desenrolarem enquanto tece seu tricô com todas as cores de lã. Cada cor, um personagem, uma personalidade, uma tristeza. 
Porque depois que Julius chegou a La Duiva  não houvera mais alegria, o Farol enlouqueceu e a família se desgarrou.

O destino foi traçado pelas letras rabuscadas de Flora e tudo se transformou em lágrimas e inverno.

Eu só posso garantir que o livro é sensacional!!! Vale a pena ler, conhecer e se perder entre as tristezas que podem ser tão verdadeiras fora das páginas. 

Pra quem ficou interessado, a autora disponibilizou um Prólogo que pode ser lido gratuitamente. Deixo o site para que vocês possam ler, aprovarem ou não a leitura. 





Sinospse
“Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva, expondo-os, todas as noites, às ameaças dos rochedos traiçoeiros. Sob sua luz vacilante, Cecília, matriarca da família Godoy, reconstitui as cicatrizes do passado com linhas e agulhas. Em dolorosa solidão, ela tece uma interminável tapeçaria em que entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um.
Muitas gerações da família de origem espanhola zelaram pelo farol naquela ilhota perdida no sul. Apesar da oposição de Doña, sua mãe, Ivan se apaixona por Cecília. Os dois se casam e têm seis filhos — Lucas, Julieta, Orfeu, as gêmeas Eva e Flora, e o temporão Tiberius —, que povoam a ilha com suas personalidades marcantes e talentos misteriosos. Apaixonada pelos livros, a jovem Flora descobre que possui o dom para a literatura e começa a escrever um romance. Tão poderosas
são suas palavras que certas cenas deixam o papel e transbordam para a realidade.
O manuscrito chega às mãos do inglês Julius Templeman, professor de Cambridge e especialista em literatura latino-americana. Tomado pelo frescor e pela vitalidade da criação da jovem, ele decide deixar a Europa e ir até La Duiva para conhecer pessoalmente a autora. Sua chegada provoca mudanças profundas e irreversíveis nos moradores da ilha e no próprio Julius. Ele desperta desejos, desencadeia paixões e torna-se o vértice de um inusitado triângulo amoroso, cujas consequências levam os filhos de Cecília a se espalharem pelo mundo em busca de outros verões.
Com uma linguagem poética, Leticia Wierzchowski dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando sua própria tapeçaria delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.”

terça-feira, 4 de junho de 2013

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres

" ....Naquela hora da noite conhecia esse grande susto de estar viva, tendo como único amparo apenas o desamparo de estar viva. A vida era tão forte que se amparava no próprio desamparo de estar viva. De estar viva- sentiu ela- teria de agora em diante, fazer o seu motivo e tema. Com curiosidade meiga, envolvida pelo cheiro de jasmim, atenta à fome de existir, e atenta à própria atenção, parecia estar comendo delicadamente viva o que era muito seu. A fome de viver, meu Deus. Até que ponto ela ia na miséria da necessidade: trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estava viva.."

Não devemos tentar explicar Clarice, nem o contexto de sua literatura tão perfeitamente reveladora e de certa forma pesada. Não tem como não dar a máxima pra Clarice. Intenso. Apesar de um livro com poucas páginas é complexo lê-lo e entendê-lo. Não tente devorá-la com avidez, absorva aos poucos a mágica de ser Clarice.

Não vou resenhá-lo porque é até difícil defini-lo. No meio do livro eu pensei "que coisa morna" e no final eu já estava absurdamente apaixonada assim como os personagens quando se descobrem e entrelaçam suas mãos.

Concluo apenas que a arte de viver é complexa, difícil, relacionar-se, amar, sonhar, cair e levantar no meio desse universo que nos oferece tantas descobertas e cores e amores (pela vida, pelos homens, por tudo).

Uns irão odiá-la outros irão amá-la. Decida-se você e absorva o que Clarice tem de bom - e de ruim- ao mostrar a face intima de uma mulher confusa sobre sua vida e sobre o mundo.

Sinopse

Aprender a amar e a ser ela mesma é o grande desafio da personagem Loreley, cujo apelido é Lóri. Para o leitor, o prazer maior é ir aprendendo aos poucos a conhecer Clarice Lispector, através da trajetória dessa personagem. Ambientado no Rio de Janeiro, "Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres" conta a história de amor de Lóri e Ulisses. Lóri é uma moça rica de Campos, principal cidade do Norte Fluminense, que optou por morar no Rio, onde trabalha como professora primária e pode desfrutar de uma liberdade impossível em sua cidade natal. Ulisses é um professor de Filosofia, que conhece Lóri na rua e aos poucos vai conduzindo-a na aprendizagem do prazer.
Loreley é personagem de uma lenda do folclore alemão, que seduz e enfeitiça os pescadores. Ulisses é o herói da epopéia grega, que vence os obstáculos usando a inteligência. As duas personagens de Clarice trazem as características de seus modelos originais e envolvem o leitor numa trama que se torna ainda mais apaixonante por ser uma aventura no mundo da linguagem, sem começo nem fim. A narrativa começa com uma vírgula, como se fosse a continuação de algo já iniciado, e se encerra com dois pontos, indicando que a estória prossegue, embora não apareça no livro.
Como em todas as obras de Clarice Lispector, "Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres" é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida.





Investimento: R$ 27,90

domingo, 14 de abril de 2013

O Casamento

Sempre que leio Nicholas Sparks o romantismo que mora adormecido em mim renasce. Eu simplesmente adoro a maneira como ele narra as  histórias, adoro o jeito como ele coloca a mulher como única e o jeito carinhoso como apresenta o amor entre duas pessoas.

Quando comprei esse livro a primeira coisa na qual pensei foi " Meu Deus, é a sequencia do meu livro de cabeceira, preciso lê-lo agora". E quando comecei a leitura foi como se eu pudesse enxergar, sentir o carinho entre Noah e Allie em Diários de uma Paixão.

William é um advogado bem sucedido em New Bern que passou toda a sua vida envolvido muito mais com o seu trabalho do que com a sua familia. Entretanto quando ele esquece o aniversário de casamento de 29 anos, percebe a tristeza de sua esposa Jane ele se dá conta que perdeu muito de sua essência ao longo dos anos por causa do seu trabalho e da responsabilidade de sustentar uma família.

Noah continua a na casa de passagem onde passa o tempo alimentando o cisne e sua família acha o seu comportamento absurdo e descabido. O único que parece acreditar na sua história é William que o visita regularmente. Quando William se dá conta que está prestes a perder a mulher que ama, coloca como meta para o seu próximo ano fazer com que o aniversário de casamento de 30 anos seja inesquecível. É então que visita Noah e vê na história de amor de seus sogros a possibilidade de mudar por sua mulher.

Então durante o ano seguinte ele toma várias atitudes para tornar-se uma pessoa melhor para Jane e sua família. Faltando uma semana para o aniversário de casamento, a filha mais velha Anna anuncia que vai casar só que não deseja que seja na igreja. Sua mãe Jane que não pôde disfrutar dessa alegria, porque William na época não acreditava em religião, não deixa que isso aconteça. Anna no fim concorda em fazer uma festa celebrando sua união, mas escolhe o final de semana do aniversário de seus pais para a celebração dando início a uma louca busca por organização da festa.

Nessa semana, a história de Jane e William parece se entrecruzar novamente. Como William está em férias ele se propõe a ajudar nos preparativos com a casa branca da família de Noah, com o buffet, músicos e jardinagens. 

Enfim gente, o livro é maravilhoso! É um exemplo de que com esforço as pessoas podem mudar e melhorar pela pessoa que ama não só para vê-la feliz mas também para ver-se feliz, estar em paz consigo, aproveitar todas as grandes maravilhas que a vida proporciona. 

Eu como romântica convicta amei!!! Achei a história fantástica e o final então de tirar o fôlego. Eu recomendo muitissimo. Li várias resenhas dizendo que esse livro é um dos mais fracos do autor, que foi apenas para cumprir contrato com a editora etc etc etc, mas na minha humilde opinião: fantástico e "ponto final".



Sinopse

Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade - sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso. Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser. Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse.

Investimento: R$ 24,90 a R$ 19,90

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Prisioneiro do Céu

Durante a leitura do livro é que fui perceber que era o último da trilogia A Sombra do Vento. E eu não li O Jogo do Anjo, mas posso dizer? NÃO PRECISA!!!

Eu amo Zafón! Eu o li em dois dias porque não pra largá-lo antes de saber o final da história. Me deparar com Daniel, do Sempere, Firmin e o Cemitério dos Livros Esquecidos nossa! Amei! Onde as histórias se entrelaçam e os pingos nos is são postos muitos anos após...

Tudo inicia quando Firmin vai casar com Bernarda e se dá conta que para a Espanha ele é um homem morto e, sendo assim, sem documento. Ainda tem uma visita muito suspeita a Livraria da Familia Sempere deixando um recado macabro para o pobre e que o deixa muito nervoso.

Daniel, que é o seu melhor amigo, entra na empreitada de ajudá-lo mas para isso o nosso querido herói deverá contar-lhe o que aconteceu há mais de 10 anos em uma Espanha confusa e revoltada.

Eu não quero contar para vocês todo o enredo porque senão perde a graça mas podem acreditar que ao longo do livro eu fui emitindo mil "nossa, olha isso...meu Deus!"

Um livro curtinho que deixa um sabor de "quero continuação já!". Aliás gente boa e que leram a trilogia por favor me digam que haverá sequencia porque eu preciso ver tal Mauricio sofrer nas mãos de Daniel!!!!

Agora, é claro que eu vou ler O Jogo do Anjo só para fechar o entendimento sobre o personagem do Martin que ajudou Firmin o tempo todo, tem ligação com a mãe de Daniel e tal....nessa parte ainda tô boiandinho...

Bem gente, peloamordedeus leiam Zafón pois vale o dinheiro empregado, a troca realizada, a mesada economizada...

AAAhhhhhhh, estava com saudades de escrever para vocês seja lá quem esteja lendo esse pequeno pensamento do outro lado da telinha.


Besos.


O Prisioneiro do Céu
Editora: Suma de Letras

R$: 31,90 A 24,90.



Sinopse

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá- lo a qualquer custo.
O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, "O Prisioneiro do Céu" é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos. A Sombra do Vento superou a marca dos 13 milhões de exemplares vendidos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um amor para recordar


Hoje estou em transe, com o pensamento distante..em tudo que foi e já não é mais.

Um Amor Para Recordar é uma história simples, romântica, triste, engraçada e alguns podem achar piegas, mas não para mim. Quando eu vi o filme eu estava entrando nos 20 anos, saindo do colégio, começando a faculdade e completamente apaixonada. 

E digo que o completamente apaixonada era daquelas paixões avassaladoras, borboletas no estômago, nervosismo por uma mensagem, nervosismo pelo reencontro (sim, era um amor à distancia), sonhos e mais sonhos durante o dia, noite, tarde com o homem (que tinha a minha idade e não passava de um guri) que eu estava amando. 

Quando comecei a ler o livro foi como eu tivesse voltado àquela época, sentisse as mesmas sensações e até pude lembrar dos sonhos que sonhei e das dores de amor que sofri e dos ótimos reencontros que se sucederam depois, antes e durante.

Então eu digo a vocês que eu vi o filme com ele, num dia quente de verão e posso contar ainda que me enrosquei a ele de uma maneira inexplicável. Não namorávamos, apenas vivíamos os momentos como se  fossem os últimos ou que os próximos fossem demorar eternidades (e realmente demoravam a beça!). Doía dizer adeus e doia pensar que eu teria que dizer adeus dentro em breve (eram anos de sofrimento antecipado).

Naquela época eu era muito mais sonhadora e romântica do que agora e às vezes sinto falta dessa minha parte. Ninguém é capaz de te roubar um sonho, de querer comprá-lo, roubá-lo, vende-lo ele é apenas seu. E de mais ninguém. Ou até pode ser de alguém se essa pessoa acreditar que vale a pena e querer sonhar junto e fazer com que se torne realidade. Então eu digo que vale a pena sonhar.

Ao terminar o livro fiquei bons minutos olhando o teto e pensando em tudo que já havia passado, os sonhos deixados para trás e que foram sendo aos poucos substituídos por outros. Entretanto, eu tenho saudade daqueles sonhos de guria, de se trancar no quarto e simplesmente imaginar situações que nunca aconteceram e que jamais acontecerão.

O livro é realmente muito bom não só porque me fez lembrar de uma época doce e que guardo com saudades mas também porque ela nos faz refletir sobre a essencia de estarmos aqui, de tudo que temos e não valorizamos e das coisas fúteis que acabam sendo mais valorizadas do que as que realmente valem a pena. 

Eu ia resenhar sobre o livro, mas eu não sabia que depois de lê-lo eu ficaria tão envolvida, emotiva e saudosista. Talvez você que ainda vai ler não sinta nem um pingo daquilo que eu senti, afinal a minha vida nada tem a ver com a sua, mas quem sabe, talvez sinta e eu espero que você possa sentir, voltar a sentir, lembrar de uma época que já estava encaixotada há anos.

Hoje aquele guri por quem eu esperava continua me causando diversas borboletas no estômago porque por mais incrivel que possa parecer, eu continuo esperando por ele....


Eu só digo, leiam o livro e deixem-se levar....


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Colecionador de Lágrimas

Nunca fui fã de ler livros auto-ajuda, tentei começar a ler "O Colecionador de Sonhos" de Augusto Cury, mas abandonei no segundo capítulo da trama. Eu achei que aconteceria o mesmo com o Colecionador, mas me enganei estupendamente. Que livro maravilhoso!!! 

Com relatos surpreendenets de uma mente doentia, com dados reais de todo o inicio da trama pós 1ª Grande Guerra e sua mente distorcida desde a infância, Cury nos traz à tona toda a irracionalidade e egocentrismo de Hitller.

Através de Julio Verne, historiador e Katherine, psicóloga social, e ocorrências surrealistas ajudam a contar a vida desde o nascimento de Hitller até sua ascenção ao poder. 

Júlio é um aclamado professor em Londres que não apenasleciona e passa o conteúdo programático, mas faz com que seus alunos desenvolvam um pensamento crítico sobre os acontecimentos da Grande segunda Guerra. Suas aulas, cada vez mais lotadas de alunos, é motivo de inveja pelos outros professores e inclusive pelo Reitor o que termina na sua expulsão da Universidade por não "adequar-se ao método de lecionar".

No meio de tudo isso, Julio começa a ser ameaçado por nazista nos tempos de hoje e sofrer atentados contra sua própria vida fazendo-o passar momentos de dúvidas e medo.

Eu recomendo muitíssimo!!!! O livro vem lotado de referencias bibliográficas. 

Vou ficar ansiosa aguardando o proximo volume!!!!!

Indico muitíssimo!!!!!!

Um beijo enrome e um ótimo final de semana!!!!

Investimento: R$ 25,80 (Saraiva) 

O Colecionador de Lágrimas


"Um professor especialista em nazismo e II Guerra Mundial, começa a ter insônia e pesadelos, como se estive vivendo as atrocidades do Nazismo. A partir disso o passado passa a ser vivo para ele. Em um ponto de desatino, sobe na mesa da sala de aula e diz que os alunos são parceiros de Hitler. Sua intenção é, na verdade, provocar a sensibilidade e a curiosidade de seus alunos. Bem quisto por alguns, mas muito criticado e até processado por outros, ele é banido da universidade. Mas fica famoso recebendo diversos convites para conferências enquanto se esconde de um estranho complô nazista que tenta a todo custo assassiná-lo.
Seu reconhecimento como grande historiador faz com que receba um convite de cientistas alemães, que pesquisam uma máquina complexa, financiada pelas forças armadas e que usa a teoria da relatividade e da quântica para conseguir viajar no tempo.
Mas por que ele? O convite então se torna claro: tudo o que os alemães querem é alguém com competência suficiente para voltar no tempo, matar Hitler e mudar a história. Apesar de eliminar todo o mal causado por Hitler, conseguiria ele chegar à infância do ditador e assassiná-lo. Faria ele esta atrocidade?"



domingo, 9 de setembro de 2012

Um homem de sorte

Nickolas Sparks é simplesmente maravilhoso nos romances dramáticos que escreve. Assisti o filme " Diário de uma Paixão" centenas, dezenas de vezes e consigo me emocionar em todas elas. Tenho o livro também e é um dos quais não empresto, não troco, não dou.

Nessas férias li "Um homem de Sorte". Não estava nos meus planos lê-lo mas fiz uma troca "Cinquenta Tons de Cinza" por esse e simplesmente não me arrependo (não me arrependo MESMO).

Leitura terna, fácil, que prende. Conhecendo o Sparks, já sabia que nem tudo seriam flores e fiquei naquela ansiedade "mas em que capítulo vai acontecer a reviravolta?" e cada vez que terminava um ficava me perguntando se seria no próximo. 

É claro que não vou contar pra vocês sobre as reviravoltas, mas quem já é leitor assíduo sabe bem do que falo e quem não é e curte um drama água com açúcar embalado em romantismo é uma boa aposta, garanto.

Bem, a história toda se passa em volta de uma foto encontrada por Logan no Iraque. Desde o momento que ele se apoderou dela sua vida foi salva inúmeras vezes, de diversas formas. No regimento, os seus companheiros tinham medo de ficar perto dele em campo de batalha porque ele sempre se salvava, mas os outros não.

Impulsionado por todas as vezes que sua vida foi poupada, Logan começa a busca pela menina da foto porque ele acreditou que devia algo a ela por todas as vezes que poderia ter morrido e não morreu (por carregar a foto em seu bolso).

Atravessou o país a pé do Colorado até Hamptom juntamente com seu cachorro Zeus- um pastor alemão treinado e muito cativante- para encontrar a mulher que salvou sua vida tantas vezes. Não sabia bem certo o que fazer quando lá chegasse, mas sabia que devia ir e que lá seria sua última parada.

Elisabeth- ou Beth- mulher linda, solteira, com um filho fofo vive com sua avó, Nana, em uma fazenda de treinamento para cães. Quando os dois se encontram fica evidente a atração e a partir daí o romance não demora muito pra acontecer.

Beth tem um ex-marido fuxiqueiro e trambiqueiro. Clayton se acha só porque pertence a melhor e mais endinheirada família da cidade. Ele arruinou com a vida amorosa de Beth nesses anos após a separação mas é claro que não vou dizer como nem por que..vão ter que ler!!!!

Bom, é um livro que recomendo. 

Pelo que vi do trailer do filme, eu acho que o livro é de dez a zero. Acredito que modificaram bastante a história e eu não gosto quando fazem isso. 

O investimento é de R$ 12,90 (livro de bolso na pela Saraiva) e R$ 19,90 (o livro normal pela mesma livraria). Assim, dá pra ter a coleção do Sparks, porque está bem em conta né? :)

Até a próxima gente e boas leituras!!!!


SINOPSE

“Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. 
Trazia a fotografia dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o 
país por ela.”
“Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar.
Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da 
oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. 
Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o 
deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto
em seu
ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar
uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto.
Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais 
do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade.
(...)
Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não 
tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. 
Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas 
acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que 
havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. 
prazer de caminhar.
Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para
chegar.